ISOLAMENTO SOCIAL: comunicado!

                                                                                                     

Estamos em um momento delicado da pandemia do novo Coronavírus (COVID-19), problema que atinge não só o Brasil, mas o mundo todo. Em recentes declarações, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, mostrou-se contrário ao isolamento social, algo muito preocupante, pois coloca em dúvida a população quanto às medidas de contenção social para combater o contágio pela COVID-19, uma enfermidade, sim, muito séria e grave que vem fazendo milhares de vítimas pelo mundo.

No país, infelizmente, o que vemos nestas últimas semanas é um aumento significativo de casos de Coronavírus, o que inclui também, infelizmente, um número crescente de óbitos. Em nível mundial, já são mais de meio milhão de pessoas infectadas. No Brasil, atualmente, há mais de 5,7 mil pessoas confirmadas com a condição.

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) afirmou que, do ponto de vista científico-epidemiológico, o distanciamento social é fundamental para conter a disseminação da COVID-19, quando ela atinge a fase de transmissão comunitária.
A Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM), por sua vez, também salientou que como não há vacina para o problema, o melhor é a prevenção por meio do isolamento, para evitar o contágio entre as pessoas com doenças genéticas, doenças genéticas raras e seus cuidadores.

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) - em conjunto com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Comissão Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns (Comissão Arns), Academia Brasileira de Ciências (ABC), Associação Brasileira de Imprensa (ABI) - ressalta, ainda, que as estratégias de isolamento social são fundamentais para conter o crescimento acelerado do número de pessoas afetadas pela COVID-19 e visam a organização dos serviços de saúde.

Dito isso, tendo em vista as recomendações dessas importantes entidades e também seguindo a orientação de especialistas parceiros, como a Dra. Márcia Waddington Cruz (especialista em Neurofisiologia Clínica e responsável pelo Centro de Estudos em Paramiloidose Antônio Rodrigues de Mello - CEPARM), a Associação Brasileira de Paramiloidose (ABPAR), portanto, também recomenda a todos que, se possível, fiquem em casa, especialmente os pacientes com doenças raras (incluindo aqueles acometidos pela chamada Amiloidose Hereditária, Paramiloidose ou PAF, uma doença genética, progressiva e degenerativa), que se enquadram no grupo de risco considerado mais vulnerável ao Coronavírus.

Como a própria SBI salienta, o distanciamento social deve ser acompanhado de medidas corretas de higienização, principalmente das mãos.
O importante é promover neste momento ações para diminuir a disseminação dessa grave infecção que tem alta taxa de contaminação, e não sair de casa é uma delas.

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